23/02/2021 às 13h40min - Atualizada em 23/02/2021 às 13h40min

Animal que morreu há 33 anos voltou à vida graças à ciência

Por Mega Curioso
A fofa Elizabeth Ann mal nasceu e já é a esperança de sua espécie (Fonte: BBC/Reprodução)

Os furões são bichinhos tão fofos, não é mesmo? Mas além do Mustella putorius furo que muitas pessoas têm como animal de estimação, existem várias outras espécies na família. Uma delas, o furão-de-patas-pretas, estava quase extinta. Porém, o retorno à vida de uma fêmea, 33 anos após sua morte, reacendeu a esperança de dias melhores para a espécie.

Quando faleceu, em 1988, Willa foi congelada para que seus genes fossem preservados e, possivelmente, usados em experiências de conservação do furão-de-patas-pretas. Em 2020, o material genético dela foi usado para criar um clone, batizado como Elizabeth Ann. O objetivo é aumentar a diversidade da espécie Mustela nigripes, fazendo crescer também suas chances de sobreviver na natureza.

Os esforços de conservação

O furão-de-patas-pretas é uma espécie nativa da América do Norte que costumava ser comum até o início do século XX. A caça, pragas e diminuição da oferta de comida (a espécie se alimenta de cães-de-pradaria) fez com que o Mustela nigripes entrasse em declínio. Por décadas, acreditou-se que ele estivesse totalmente extinto — mais uma para a lista de espécies dizimadas pela ação humana.

Quando alguns indivíduos começaram a surgir entre os anos 1970 e 1980, biólogos de todo o mundo começaram os esforços de conservação. De um grupo de apenas sete indivíduos foi originada a população de cerca de mil furões-de-patas-pretas que voltou à natureza em anos mais recentes. 

É nesse ponto da história que o material genético de Willa é importante: sete indivíduos é um número muito pequeno, que oferece pouca variedade para a espécie. Assim que seu clone, Elizabeth Ann, for integrada às populações e se reproduzir, acredita-se que o Mustela nigripes se tornara muito mais forte a novas ameaças.

Inseminação artificial



Foi uma furoa da espécie doméstica, Mustela putorius furo, quem doou seu útero para gerar Elizabeth Ann. Isso porque os cientistas não quiseram arriscar uma gravidez que poderia trazer perigo a uma rara furoa-de-patas-pretas. O fofíssimo bebê nasceu há cerca de dois meses, mas a dádiva só foi anunciada agora, em fevereiro de 2021.


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