GUERRA DOS EX-PRESIDENTES: Rafael Tenório acusa “esquema criminoso” no futebol alagoano e Marcos Barbosa rebate com ataques pessoais e ironias

Xingamentos revelam a falta de cultura dos dirigentes locais

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Explode o maior escândalo do futebol alagoano: Rafael Tenório x Marcos Barbosa

Por Matheus Klinger - Jornalista

 

Conversa de Tenório com Ricardo Mota, do Cada Minuto, revela bastidores explosivos e reacende a rivalidade entre CSA e CRB

 

O futebol alagoano viveu nas últimas horas um verdadeiro terremoto político e moral. O ex-presidente do CSA, Rafael Tenório, fez declarações explosivas durante uma conversa com o jornalista Ricardo Mota, do portal Cada Minuto, revelando bastidores de 2016 e 2017 que, segundo ele, teriam “estragado o projeto” do clube azulino e manchado a história recente do esporte em Alagoas.

 

De acordo com Tenório, houve interferência nos bastidores, manipulação de resultados e até compra de jogadores que teriam comprometido títulos estaduais.

 

“O projeto do CSA foi destruído em 2016 e 2017. Nós tínhamos um time muito mais forte que o CRB, vencemos por 4 a 1, mas depois descobrimos por quê perdemos. Um jogador se vendeu por R$ 60 mil. Isso acabou com tudo. É o maior crime que já vi no futebol”, afirmou Tenório ao jornalista Ricardo Mota, em um tom de desabafo carregado de emoção.

 

O ex-presidente ainda declarou que o caso envolveu subornos e corrupção nos bastidores, e que o futebol alagoano “foi manchado por mãos sujas que compraram torcedores e resultados”.

 

“Quem compra? Quem suborna? Uma mão suja a outra. Isso é crime. O futebol de Alagoas foi traído por quem deveria defendê-lo”, disparou Mota.

 

As declarações rapidamente viralizaram, provocando uma reação imediata e duríssima do ex-presidente do CRB, Marcos Barbosa, que respondeu com ataques pessoais e ironias.

 

Barbosa reage: “Nunca vi presidente chegar bêbado e despido no vestiário. No CRB tem homem de palavra”

 

Marcos Barbosa não poupou críticas ao ex-rival. Em tom de desprezo, ele ironizou o comportamento de Rafael Tenório nos bastidores do CSA e disse que o ex-presidente “perdeu o controle”.

 

“É vergonhoso quando o presidente chegava no vestiário querendo quebrar tudo, despido, e precisava ser contido pra tomar banho e se acalmar. Isso nunca aconteceu no CRB. No CRB tem presidente digno, homem de palavra, que assume o que faz”, disse Barbosa, em entrevista.

 

Ele ainda comparou Tenório a um pavão, insinuando que o ex-dirigente busca apenas holofotes e autopromoção:

 

“Ele quer aparecer. É igual a pavão: abre as penas, faz pose e acha que é bonito. Mas no fundo é só vaidade.”

 

 

“Virou detetive, juiz e até ministro da Justiça agora?

 

Em outro trecho de sua resposta, Marcos Barbosa ironizou as declarações de Tenório sobre ter tido acesso a ligações telefônicas de jogadores, o que, segundo ele, configuraria abuso e possível crime.

 

“No CSA ele aparece e desaparece. Some por 45 dias e depois volta querendo ser presidente de novo. Tenho certeza de que 90% da torcida do CSA não quer mais ele no comando.

Ele agora virou detetive, ministro da Justiça, juiz, desembargador… porque só assim pra mandar analisar ligações de jogadores. Se fez isso, cometeu crime, porque não tem competência pra isso. Ele não é dessa área.”

 

 

Explosão nos bastidores e o clássico fora de campo

 

A guerra de declarações entre Rafael Tenório e Marcos Barbosa reacende uma das maiores rivalidades do Nordeste — CSA x CRB — e traz à tona suspeitas antigas sobre manipulações, corrupção e vaidade nas gestões de ambos os clubes.

A conversa de Tenório com Ricardo Mota, conhecida por sua credibilidade no jornalismo alagoano, deu peso e repercussão nacional ao caso, abrindo espaço para que novas denúncias e provas possam vir à tona nos próximos dias.

Enquanto isso, torcedores se dividem nas redes sociais entre apoio e repúdio às falas dos ex-dirigentes, transformando o que começou como um desabafo em um escândalo político e moral no futebol de Alagoas.
 

Editorial — DD 82  Análise

 

A troca de acusações entre dois dos maiores dirigentes do futebol alagoano não é apenas um embate de egos. É o retrato de um sistema que mistura poder, influência, vaidade e dinheiro.

Se comprovadas, as denúncias de Rafael Tenório podem abalar estruturas e provocar investigações.

Mas, se forem apenas desabafos passionais, também expõem a fragilidade institucional dos clubes e a falta de transparência que ainda domina os bastidores do futebol local.