O cenário político alagoano vive uma virada surpreendente. Paulão, deputado federal eleito em 2022 com 65.814 votos, pode perder seu mandato — e tudo indica que Nivaldo Albuquerque, com 67.697 votos, esteja à espreita para reassumir a cadeira. A situação, que mistura números, contas eleitorais e intrigas políticas, promete sacudir as estruturas da base petista no estado.
O motivo central da turbulência é João Catunda. Com 24.754 votos em 2022, o parlamentar do PP enfrenta problemas com a prestação de contas de sua campanha, considerados por especialistas como “irresponsáveis e arriscados”. A consequência direta dessa irregularidade pode não apenas inviabilizar Catunda, mas também enterrar politicamente Paulão, que já demonstra fragilidade dentro de sua própria base e militância.
Fontes políticas afirmam que Paulão “não encontra forças nem dentro do próprio grupo”, e que aliados históricos começam a se afastar, temendo o efeito dominó da crise. Em outras palavras: se Catunda for juridicamente responsabilizado, o efeito colateral pode ser o fim da carreira política de Paulão, abrindo espaço para Nivaldo Albuquerque retomar protagonismo.
Em um jogo de xadrez político onde cada movimento é observado de perto, os próximos meses prometem decisões judiciais e articulações estratégicas capazes de redefinir completamente o mapa do Congresso alagoano. A pergunta que fica é: será essa a justiça que se espera ou apenas mais um capítulo da política de Alagoas, marcada por alianças frágeis e jogadas de bastidores?