Gasparzinho: Quando o discurso se distancia da prática política

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Gasparzinho: Quando o discurso se distancia da prática política
Alfredo Gaspar vem sendo criticado por ausência na PEC da Blindagem

 

 

 

Na política, o peso do discurso sempre encontra seu teste de fogo nos momentos decisivos. Foi exatamente o que ocorreu com o deputado federal Alfredo Gaspar, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança de Alagoas, que ficou marcado pela postura rígida contra o crime e a corrupção.

 

No entanto, na votação da polêmica PEC da Blindagem — apelidada por parte da sociedade civil de PEC da Imoralidade — Gaspar simplesmente não apareceu. A ausência soou como um silêncio ensurdecedor para quem sempre fez da bandeira da moralidade e do combate à corrupção o centro de sua narrativa política.

 

Críticos não perdoaram: nas redes sociais, já o apelidaram de “Gasparzinho”, o fantasma que desaparece quando é mais necessário. Para militantes da transparência, a atitude escancara o abismo entre discurso e prática, colocando em xeque a coerência do deputado.

 

“Quem prometeu ser a voz contra a corrupção não pode sumir justamente quando o país discute uma proposta que atinge o coração do combate à improbidade”, resumiu um integrante de uma ONG de controle social.

 

Se antes Gaspar tinha fama de “bocão” e de não recuar diante das pressões, agora enfrenta um novo rótulo: o de ter se acovardado diante de uma das votações mais importantes do Congresso Nacional.

 

A pergunta que fica é: terá sido apenas um lapso estratégico ou estamos diante da revelação de que, na prática, o “discurso moralizador” não resiste ao peso da política real?

 


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