03/08/2017 às 22h30min - Atualizada em 03/08/2017 às 22h30min

DESEMBARGADOR VOCÊ É VAGABUNDO AFIRMA ADVOGADO RENOMADO

Aqui não é a Câmara do Deputados

Fonte:Veja/Notisul
Desembargador Eduardo Galo

Durante a sustentação oral na 1ª Câmara Cível, o experiente advogado Felisberto Odilon Córdova acusou o desembargador Eduardo Mattos Galo Júnior, relator do processo, de ter lhe pedido R$ 500 mil para julgar favoravelmente aos seus interesses.

A causa envolve uma disputa de R$ 35 milhões (agravo de instrumento interposto em execução de honorários). Uma das partes envolvidas é a Orgânica Agronegócios. Córdova não economizou nas críticas e estava visivelmente exaltado. Diante da denúncia, que chamou de infundada, Gallo exigiu a prisão ao advogado, reclamou dos excessos e disse nunca ter sido chamado de vagabundo em 25 anos de magistratura.

Para acalmar os ânimos, o presidente da Câmara, desembargador Raulino Brunning, pediu vistas dos autos, suspendeu o julgamento e decidiu oficiar o Ministério Público e OAB para acompanharem o caso. Um vídeo com a cena está circulando nas redes sociais.
Diante da acusação, Eduardo Gallo Júnior pediu ao desembargador Raulino Jacó Brüning, presidente da sessão, a prisão de Córdova. “Está nítido o excesso. Eu estou neste momento requerendo a prisão do advogado. Está havendo um nítido excesso, eu não admito [inaudível]. Eu não vou admitir que um advogado me chame de vagabundo e Vossa Excelência não tome providência. Eu nunca passei por isso na minha vida, eu tenho 25 anos de magistratura. Eu requeiro a prisão do advogado”, afirmou o magistrado.

 

Depois do pedido de prisão, sobre o qual os outros desembargadores não se manifestaram imediatamente, o defensor ainda retrucou: “vamos os dois presos, eu quero te quebrar a cara dentro da cela, vagabundo”.

O presidente da Primeira Câmara acabou suspendendo a sessão e pedindo vista do processo após o desembargador Artur Jenichen Filho se manifestar pela “necessidade de refletir sobre sua eventual suspeição, diante dos gravíssimos fatos imputados da tribuna, em face da afirmação de que o julgamento estaria comprometido”.

Raulino Jacó Brüning ainda encaminhou ofícios com o áudio da sessão ao desembargador Alexandre D’Ivanenko, presidente do TJ-SC, ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB-SC) e ao procurador-geral de Justiça catarinense, Sandro José Neis. A próxima sessão do processo está marcada para o dia 17 de agosto, às 14h.


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