O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) parece disposto a ultrapassar todos os limites legais para impor suas pautas. Em uma atitude preocupante, busca a todo custo influenciar decisões na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), mesmo que isso signifique impedir servidores públicos de exercerem seu direito de ir e vir, agentes e escrivães com suas armas na cintura, extrapolam o direito de reivindicação.
Essa postura revela não apenas um autoritarismo sindical, mas também um grave desrespeito às instituições e ao Estado Democrático de Direito. Em vez do diálogo, da negociação e do respeito à legalidade, o Sindpol escolhe o caminho da pressão política e da tentativa de intimidação, numa clara afronta às normas constitucionais e à liberdade dos servidores.
É fundamental que as autoridades estejam atentas e que a sociedade civil reaja a qualquer tentativa de uso abusivo do poder sindical como ferramenta de opressão, e não de representação legítima.
Entendemos que o direito de reivindicação é legítimo, mas não pode ser usado como escudo para atitudes autoritárias e ilegais. Ao extrapolar esse direito, o Sindpol fere princípios fundamentais da legalidade e da convivência democrática.