19/04/2022 às 07h06min - Atualizada em 19/04/2022 às 07h06min

Estudo da CNM aponta fenômeno de redução da cobertura vacinal nos últimos cinco anos

Mapeamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta a redução da cobertura vacinal nos últimos cinco anos, e a dificuldade de vacinar crianças contra Covid-19. O Brasil se tornou uma referência mundial por disponibilizar 18 imunizantes a crianças, adolescentes e idosos, gratuitamente, pelo  Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a meta de imunização nacional está abaixo de 70% em quase todos os índices.

O estudo da CNM mostra que nenhuma imunização do calendário nacional atingiu cobertura de 80%. O Norte e o Nordeste apresentam os menores índices de pessoas imunizadas. A vacina de Influenza/gripe foi a única que esteve acima dos 70% de cobertura em todas as regiões, mas a meta é de 90%. Outro exemplo apresentado pelo estudo da CNM é o da imunização contra tuberculose – vacina BCG – que o patamar deveria ser de 95% e está em torno de 64%.

As crianças de até quatro anos devem ser imunizadas contra Poliomielite. A meta de 95% está abaixo de 50%. Dos casos alarmantes, a aplicação da primeira dose da Tríplice Viral, que deveria estar no patamar de  95%, está em 55,13%. Quando se trata da segundo dose, o ideal de 95% não chega a 48%. Recomendada para crianças de até 30 dias, a meta de aplicação da vacina contra Hepatite B é de 95%, mas está em torno de 58%.

Após aumento da cobertura, de 2017 para 2018, a procura pelas vacinas obrigatórias entrou em declínio em todas as regiões, e registrou os menores valores da década, deixando o país suscetível a doenças já erradicadas e novos surtos de febre amarela, poliomielite, sarampo, caxumba e até rubéola. Isso representa um retrocesso na política sanitária nacional, ao colocar o Brasil em um cenário similar ao da década de 1980, e indica, ainda, que a pandemia de Covid-19 distanciou a população dos postos de saúde.

As vacinas devem ser disponibilizadas nas unidades de atenção básica e nos serviços de sala de vacina organizados, com pessoal capacitado para reconhecer os insumos, aplicar corretamente e registrar em sistemas próprios para notificação ao Ministério da Saúde. Também podem ser impulsionadas por campanhas, bloqueios, mutirões, trabalhos extramuros, ações de educação em saúde.

Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esse problema já era visto antes mesmo da pandemia, mas o calendário nacional também foi afetado pelo coronavírus. “Sabemos que entre 1990 e 2015, o patamar de imunização variou entre 90% e 95%. O Brasil até recebeu a certificação de país livre da circulação do sarampo em 2016. Infelizmente, esse título pode ser perdido a qualquer momento, por conta da  baixa cobertura ao longo dos dois últimos anos. Isso é um grave problema para nosso país”, alerta.

A pesquisa, promovida entre 31 de janeiro e 10 de março, menciona dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em que 23 milhões de crianças perderam as vacinas básicas de rotina, em 2020, o que representa 3,7 milhões a mais do que em 2019.

















ama-al








 


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