04/12/2017 às 16h03min - Atualizada em 04/12/2017 às 16h03min

Mataram um amigo da gente. Abriram o bucho dele, tiraram o fígado, coração. Tiraram tudo, e agora ele está morto- disse Neide, moradora de rua.

- FONTE: CADAMINUTO/ Arísia Barros

No antigo prédio do INSS, aqui no centro de Maceió você encontra ossos de gente espalhados por todo canto. É como um cemitério de restos humanos. A gente já denunciou para muitos órgãos, mas, ninguém se interessou. Tem pedaços de braços, Tem cabeças. Tem cabelos. É uma desova quase todo dia.

O prédio do antigo INSS é um matadouro da população de rua-  denuncia  Luiz, um morador de rua durante a Audiência Pública sobre a Violência Contra a População de Rua,

Mataram um amigo meu esquartejado. Arrancaram tudo dele. Só deixaram um braço.

E Neide, outra moradora de rua, complementa: Abriram o bucho dele, tiraram o fígado, coração. Tiraram tudo e agora ele está morto.

E quem fez isso não foi bandido, não. Foram os homens da lei.

A  gente, morador de rua, já está cansado de ser humilhado e morto - sintetiza Luiz.

 

Depoimento na Audiência Pública sobre a Violência contra a População de Rua, ocorrida na OAB/Centro, em Maceió, AL, dia 01/12, promovida pela  Comissão de Direitos Humanos e Minorias  da Câmara Federal.

FONTE: CADAMINUTO/ Arísia Barros


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