16/02/2021 às 09h40min - Atualizada em 16/02/2021 às 09h40min

Lobotomia: Descubra o que é a prática mais abominável da medicina

Por Mega Curioso
Foto: Reprodução

1. A palavra “lobotomia” significa “cortar um lobo cerebral”, o que quer dizer isso mesmo: tirar um pedaço do cérebro




A lobotomia, também chamada de leucotomia, é um tipo de cirurgia realizada no cérebro na qual são cortadas e removidas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Essa prática, hoje condenada, foi muito utilizada no passado no tratamento da esquizofrenia e outros problemas de ordem mental.
 

2. No início do século XX, muitos psiquiatras recomendavam a seus pacientes uma lobotomia da região frontal do cérebro, com a intenção de aliviar sintomas de doenças



 

3 – Atualmente, o procedimento é realizado mais na América do Norte do que em qualquer outro lugar do mundo – e, sim: lobotomias ainda são feitas, mas com menos riscos



 

4 – O criador do procedimento, Friederich Golz, fez lobotomia em seus cachorros quando era criança. Anos mais tarde, em 1892, ele submeteu seis pacientes esquizofrênicos a lobotomias – aqueles que sobreviveram tiveram melhoras nos sintomas



 

5 – Outros pesquisadores, no entanto, não creditam a invenção da lobotomia a Golz, mas ao neurologista John Fulton, que observou que um chimpanzé estava muito mais calmo depois de ter passado por uma cirurgia que rompeu as conexões entre seu lobo frontal e as áreas do cérebro que são responsáveis por controlar as emoções



 

6 – A primeira lobotomia realizada em uma pessoa aconteceu no dia 12 de novembro de 1935, quando o neurocirurgião português Almeida Lima usou álcool para destruir parte do tecido cerebral de um paciente



 

7 – Lima realizou a cirurgia graças à ideia do colega Egas Moniz, que viria a ser um ganhador do Prêmio Nobel por descobrir o valor terapêutico do procedimento em pacientes com alguns distúrbios psiquiátricos



 

8 – Inicialmente, as lobotomias eram realizadas com o auxílio de picadores de gelo – às vezes da própria cozinha dos médicos. A ponta do material era levada ao cérebro por uma perfuração feita atrás dos olhos do paciente. Uma vez que a ponta chegasse ao cérebro, o médico dava uma girada e tirava um pedaço de tecido – precisão zero, né? Nem precisamos dizer: anestesia? Lógico que não

 

9 – Sabe a pior parte? O procedimento era longo, bizarro, doloroso e feito em pessoas que supostamente eram “doentes mentais”. Os médicos que realizavam essas lobotomias chegaram a admitir que não havia qualquer diferença cerebral entre os tecidos de pessoas “saudáveis” e o de pacientes com as tais “doenças mentais”



 

10 – O famoso neurocirurgião Walter Freeman realizou 3,5 mil lobotomias em 23 estados norte-americanos ao longo de sua carreira. Muitos desses pacientes acabaram morrendo, obviamente



 

11 – A artista modernista Sigrid Hjertén foi diagnosticada como esquizofrênica, internada em um hospital psiquiátrico e submetida à lobotomia. Ela morreu em 1948, por causa da cirurgia



 

12 – Na Suécia, de onde Hjertén era, pelo menos 4,5 mil pessoas foram submetidas à lobotomia entre os anos de 1944 e 1966, sendo a maioria dos pacientes mulheres



 

13 – Uma das primeiras pessoas famosas a passar pelo procedimento foi o ator Warner Baxter, que foi submetido a uma lobotomia para tratar dores de artrite, mas morreu logo depois da cirurgia



 

14 – O pai do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy achava que sua filha, Rosemary Kennedy, era rebelde demais e não “combinava” com a família. Por isso, sem contar a ninguém, ele contratou um médico para que a filha fosse submetida a uma lobotomia. O procedimento, que foi realizado quando ela tinha 23 anos, deixou a jovem completamente incapacitada. Rosemary passou o resto de sua vida escondida do público, em uma instituição católica, sendo cuidada por freiras. Ironicamente, ela foi a única dos filhos a morrer de causas naturais, em 2005



 

15 – Apesar de tudo isso, Walter Freeman considerava o procedimento “um sucesso” e chamava de “pequeno detalhe” o fato de que seus pacientes precisavam reaprender a andar e falar depois da lobotomia – isso quando não morriam, é claro

















 
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