16/02/2021 às 08h18min - Atualizada em 16/02/2021 às 08h18min

Professora universitária é acusada de manter mulher escravizada por 44 anos

Ela deverá pagar R$ 1 milhão por danos morais e R$ 300 em indenização

Por Redação com IstoÉ
Quarto da idosa no Rio de Janeiro - Foto: Força Tarefa do MPT-RJ
Uma professora universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi processada e deverá pagar R$ 1 milhão por danos morais e R$ 300 mil de indenização coletiva, por ter mantido uma mulher em trabalho análogo a escravidão, por 41 anos. A denúncia foi protocolada na 45ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, na última quarta-feira, 10.

Segundo a denúncia, a mulher, que atualmente tem 63 anos, teria sido escravizada desde os 22 anos. Ela só foi resgatada no último dia 25, por agentes federais de combate ao trabalho escravo.

Segundo o MPT-RJ, quando não estava trabalhando na casa, a mulher catava latinhas na rua para vender, mas o dinheiro era recolhido pelos patrões.

De acordo com a vítima, ela trabalhava para a família desde os 22 anos de idade. A mulher nunca teve carteira registrada e ficava à disposição da família em tempo integral, inclusive cuidando de uma pessoa da família que estava doente. A idosa dormia em um quarto minúsculo e sem luz nos fundos da casa. Agentes federais afirmam ainda que os patrões sacavam até o Auxílio Emergencial que ela recebia.

Segundo a revista Época, os procuradores também solicitaram o bloqueio de bens em até R$ 1 milhão, valor estimado para o pagamento das verbas trabalhistas.

A ação civil pede ainda que a UFRJ seja notificada para informar o salário da professora e, assim, descontar um salário mínimo por mês à vítima, até o fim do processo.


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